De olho na endometriose

11/03/2014 por Unipreço

[sh_light_text ]Para 6 milhões de brasileiras, o período menstrual é um tormento. As dores são horríveis e não é um simples analgésico que alivia.[/sh_light_text]

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Atualmente entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva são acometidas de endometriose, que é um transtorno ginecológico comum que consiste em uma infecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível as alterações do ciclo menstrual e onde depois do óvulo fertilizado se implanta. Se não houver fecundação boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação.

A endometriose pode causar dores muito fortes no período menstrual, dor durante as relações sexuais, dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação e infertilidade.

Ela é uma doença que regride espontaneamente com a menopausa, porém para as mulheres mais jovens existem tratamentos que podem aliviar os sintomas elas podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

Estima-se que o número de mulheres com o problema seja de mais de 70 milhões no mundo. A mulher não pode imaginar que a cólica menstrual é um sintoma natural, deve-se procurar um médico, para fazer os exames necessários para diagnóstico da endometriose e caso confirmado a orientação é que se inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha sido feito o diagnóstico da doença.